O que é o Método K?

Em um mundo de fronteiras fluidas, o Método K surge como um caminho ordenado para alcançar um objetivo nobre: o ensino de literatura com profundidade e encantamento.

Etimologicamente, método vem do grego methodos (meta: através de; hodos: via/caminho). O Método K é, portanto, o trajeto que propomos para que a literatura ocupe seu lugar de direito na sala de aula.


Nossos Pilares Teóricos

Nossa metodologia não é uma fórmula pronta, mas um corpo vivo fundamentado em grandes pensadores que acreditam no poder transformador da palavra:

  • Roland Barthes: A base estrutural através das forças libertadoras (Mathesis, Semiosis e Mimesis).
  • Antonio Candido: O norte social — a literatura como um direito fundamental e inalienável de todos.
  • Edgar Morin: A base anímica, que conecta o conhecimento à complexidade da vida humana.

Como o Método K Opera?

O método parte do texto literário como protagonista, respeitando sua liberdade criativa e convidando o aluno para um mergulho profundo em três dimensões:

1. Semiosis (O Jogo da Linguagem)

Investigamos as estratégias de construção do escritor. É o reconhecimento da literatura como um universo artístico único, onde a inventividade da linguagem cria novos mundos.

2. Mathesis (O Saber Plural)

O texto literário é capaz de gerar significações que dialogam com a Filosofia, História, Geografia e Antropologia. O Método K resgata essa força, frequentemente esquecida nas salas de aula tradicionais.

3. Mimesis (O Elo Humano)

A literatura é a “teimosia” em representar a realidade. Aqui, trazemos o ser humano de volta ao centro. O texto reflete nossas dores, alegrias e dilemas, permitindo que o aluno se identifique e se reconheça na leitura.


Construção Coletiva e Prática

O Método K é fruto de um trabalho colaborativo de mais de 3 anos, envolvendo:

  • Professores universitários e da Educação Básica.
  • Pesquisadores e alunos de Letras da UFAC.
  • Projetos práticos desenvolvidos no PIBID, Residência Pedagógica e no Colégio de Aplicação da UFAC.

O Método K não impõe nada ao texto; ele caminha em consonância com ele. É um convite ao jogo e à ludicidade da linguagem.

Você aceita o convite?